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Vias de Comunicação
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ImageINFRA-ESTRUTURAS RODOVIÁRIAS...

Um total de 145 pontes e 50 pontões fazem parte desta rede de estradas que estabelece ligações rápidas e menos rápidas entre todas as localidades e províncias limítrofes, conferindo-a no contexto nacional, uma posição de vantagem em comparação com outras províncias mais vastas.

A ligação com as províncias limítrofes é feita através de estradas asfaltadas. Contudo, parte considerável de troços dessas vias têm o asfalto em elevado estado de degradação, quer por desgaste temporal e falta de manutenção atempada quer por efeito directo da guerra.

No quadro da implementação de um Projecto denominado SITLOB (sistema integrado de transportes Lobito-Benguela), serão introduzidas melhorias consideráveis na via rodoviária entre Lobito-Catumbela-Benguela, existindo outros projectos para a construção das vias que ligam a cidade de Benguela ao Dombe Grande (70 km), Benguela-Baia Farta (via dupla), Dombe Grande/Namibe (via simples de longo curso) e Baia Farta à estrada Sul das pescarias.


ESTRADAS E PONTES...

A rede de estradas da província compreende um total de 5.346 km, sendo 642 km asfaltadas, 1.572 km de terraplenadas, 564 km de terra solta e areias e, 1.185 km de caminho ou picadas, com 145 pontes e 50 pontões, e 1.383 km de estradas secundárias e terciárias, que clamam por reparação, bem como as 5 pontes que fazem ligação com 5 (cinco) vias nacionais, nomeadamente:

  • Ponte sobre o rio Cropolo no troço Catengue/Chongoroi;
  • Ponte sobre o rio Cubal no troço Caimbambo/Cubal;
  • Ponte sobre o rio Calondende no troço Cubal/Ganda;
  • Ponte sobre o rio Catumbela no troço Ganda/Alto Catumbele;
  • Construção da nova ponte sobre o rio Cavaco.
  • Esse conjunto de vias estabelece ligações rápidas e menos rápidas entre todas as localidades.

A ligação com as províncias limítrofes é feita de estradas asfaltadas, excepto com a do Namibe no troço Dombe Grande/Lucira, em estrada terraplenada.

Ao nível dos municípios do interior, cerca de 132 pontes e 1.383 km de estradas secundárias e terciárias clamam por reparação.

CAMINHOS DE FERRO...

Da cidade de Benguela parte uma das maiores linhas de Caminho de Ferro de Angola, com ligação ao interior, à República Democrática do Congo e à Zâmbia. O caminho-de-ferro constitui para a província, e não só, o elemento impulsionador fundamental para a economia. A sua paralisação, depois da degradação no tempo da guerra civil, marca de grande forma a economia.

Em Junho do ano em curso tiveram inicio as obras de restauro do caminho-de-ferro no troço Lobito/Cubal e têm obedecido um curso normal. A principal base económica da província reside na existência do Porto de Lobito e na linha de caminhos-de-ferro de Benguela (CFB).

A revitalização destas duas unidades económicas criaram efeitos multiplicadores não só na província, mas em toda a região Centro e Lesta servidas pelo CFB e pelo Porto Marítimo.


PORTOS E AEROPORTOS...

Conforme foi referido, a província de Benguela conta com um dos mais importantes portos da região e que juntamente com o CFB são a força impulsionadora da economia na província e na região Centro e Sul. O desenvolvimento do Porto do Lobito foi afectado pela quase paralisação da CFB, que clama por uma reabilitação capital, pois é a principal entrada e saída de mercadorias da província. Com a livre circulação de pessoas e bens prevê-se o crescimento da actividade económica do CFB, o que se aconselha que sejam desencadeadas acções para a sua modernização, tendo em conta que o Porto do Lobito se apresenta hoje com equipamentos e infra-estruturas modernas e preparado para o tráfego que se avizinha.

A província conta com 3 aeroportos principais, em Benguela, Catumbela e Lobito, com maior destaque para o da Catumbela concebido para receber aeronaves de grande porte.

O aeroporto de Benguela já não responde as necessidades impostas pelo tráfego aéreo, pelo que se impõe sua reabilitação.

Todos os municípios contam com aeródromos que clamam por manutenção e ampliação.

INFRA-ESTRUTURAS FERROVIÁRIAS - (CFB)...

Image Construído no princípio do século (1903-1929), o CFB tem uma extensão de 1.338 km, atravessa todo o hinterland de Angola de Oeste (costa) a Leste (Luau, na fronteira com a R. D. Congo), cortando igualmente as províncias do Huambo, Bié e Moxico. Beneficia de forma indirecta as Lundas Norte e Sul e Kuando Kubango.

O CFB, para além de encurtar as distâncias entre as populações destas regiões, estabelece a ligação com o sistema ferroviário da África Austral e Central, nomeadamente, com a Zâmbia e Congo Democrático, tendo constituído no passado, a principal via de importação e exportação de bens e matérias-primas destes dois países e de outros, como o Zimbabwe, tornando-o num dos mais importantes e extensos do continente africano.

Na província, a sua extensão total é de 295 km, atravessando 5 dos seus 9 municípios, nomeadamente, o Lobito, Benguela, Caimbambo, Cubal e Ganda. Desde o início da exploração desta infra-estrutura ferroviária, o CFB processou milhões de toneladas de mercadorias e passageiros.

Entre 1963 e 1997, o volume global de mercadorias e pessoas transportadas foi, respectivamente, de cerca de 100 milhões de passageiros e 40 milhões de toneladas de mercadorias.

Actualmente, o seu funcionamento resume-se ao troço de 30 km que liga as cidades do Lobito a Benguela, passando pela Catumbela. O fim da guerra poderá impulsionar a célere reabilitação do CFB cujos custos, segundo uma fonte do Gabinete do Corredor do Lobito podem ultrapassar os 500 milhões de USD.

Neste momento decorrem trabalhos de reabilitação do troço Lobito-Caimbambo (mais de 90 km), prevendo-se que até Fevereiro de 2004 o comboio apite no Cubal.

Em paralelo, foi projectado o Sistema Integrado de Transportes Lobito-Benguela “SITLOB” que visa a reabilitação e modernização do ramal Lobito-Catumbela-Benguela. O projecto elaborado por um consórcio Francês, está estruturado com uma componente económica, social e produtiva e tem os custos estimados em 150 milhões de USD.

A 28 de Novembro de 2001, o CFB passou para tutela absoluta do Estado depois de 99 anos de exploração por uma sociedade composta por 90% de accionistas liberais Belgas e 10% de acções do Estado angolano. No momento de transição o balanço era trágico. Os prejuízos foram contabilizados em:
Mais de 51 milhões de libras Inglesas em lucros perdidos;

 

  • Mais de 300 milhões de Usd perdidos em meios rolantes destruídos pela guerra;
  • Mais de 400 trabalhadores mortos, mutilados ou raptados durante a rebelião armada;
  • Neste momento o CFB é considerado como Empresa Pública.


INFRA-ESTRUTURAS PORTUÁRIAS...


O Porto Comercial do Lobito (CPL), é considerado como o maior de Angola e de África Ocidental entre o Golfo da Guiné e o Cabo de Boa Esperança.

Esta importante infra-estrutura funciona interligada ao CFB, componentes que conferem à Província uma vantagem económica dupla. O PCL possui um cais em forma de L, com a extensão de 1.122 metros acostáveis e um calado médio de 11 metros de profundidade; uma entrada de 300 metros de largura devidamente balizada e uma baia de 5 km de extensão, cujo calado médio varia entre 14 a 30 metros de profundidade.

Para armazenamento, o Porto dispõe de uma área coberta de 25.500 m2 distribuída por 2 telheiros e 13 armazéns, dos quais 3 têm 2 pisos. A área descoberta, totalmente pavimentada é de 72.000 m2; manuseia 2.300 toneladas/dia sendo 1.300 toneladas de carga de sacaria, 600 toneladas de carga paletizada e 400 toneladas de carga contentorizada.

Foi construído um moderno terminal de contentores frigoríficos com capacidade de armazenamento de 64 contentores para a conservação de horto frutícolas e produtos perecíveis. Possui ainda 10 câmaras frigoríficas com capacidade para conservação de 1.000/1.200 m3 de carga.

A meio do cais Sul, estão situados silos para cereais com capacidade para armazenamento de 21.436 mil toneladas distribuídos por 53 células, 32 com 550 toneladas, 7 com 200 toneladas e 14 com 170.

O Porto Comercial do Lobito tem também no seu recinto 2 terminais para a recepção de granéis líquidos, 34 bocas para abastecimento de água aos navios com capacidade para 20 m3/hora.

Outras mercadorias como minérios à granel, podem ser armazenados em reserva de terreno fora do recinto portuário. Para além do PCL, a província possui vários cais e portos pesqueiros de pequena dimensão ao longo da costa.


INFRA-ESTRUTURAS AEROPORTUÁRIAS...

A Província tem 3 aeroportos. Um em Benguela, outro no Lobito e o de dimensão internacional encravada ao meio do percurso de 30 km entre as duas cidades. O aeroporto internacional da Catumbela dispõe da maior pista asfaltada do País.

As ligações aéreas de Benguela para Luanda ou ainda com províncias do interior como o Huambo, Huila, Bié e outras são regulares e asseguradas quer pela companhia de bandeira, a TAAG, como por privadas com aeronaves de pequeno, médio e grande porte.

Continuar...