Info Angola

Destaques

Salários mais baixos sobem 15 por cento

Salários mais baixos sobem 15 por cento.

Os salários mais baixos beneficiam de um aumento de 15 por cento em 2018, numa medida já prevista no Orçamento Geral do Estado (OGE) adoptado pelo Executivo e entregue sexta-feira à Assembleia Nacional, para aprovação.

A decisão, afirma a proposta de OGE, está inserta num plano mais amplo de “acções de política para a redução das assimetrias sociais e a erradicação da fome”, como a revisão do Imposto sobre o Rendimento do Trabalho, “por forma a reduzir o esforço fiscal das famílias de baixo rendimento, ao mesmo tempo que se ajusta a sua progressividade”.
As políticas neste domínio prevêem também a aplicação de um sistema de afectação directa de rendimento às “famílias em situação de grande debilidade económica e social”.
Isso pode equivaler a algo semelhante ao programa “Bolsa Família”, do Brasil, onde, ao invés de subsídios generalizados, o Governo distribui recursos directos aos mais desfavorecidos.
Estas medidas passam pela identificação e execução de acções para “eliminar as ocorrências de fome e de má nutrição, sobretudo nas zonas urbanas periféricas e nas zonas rurais” e a revisão das taxas aduaneiras que incidem sobre bens de primeira necessidade “ou que se demonstre serem mais consumidos pelas famílias de baixo rendimento”.
O salário mínimo nacional por grupos de actividade aumentou em Junho dez por cento, em média, o equivalente a dois mil kwanzas mensais, passando a cifrar-se entre 16.500,00 e 24.754,00 kwanzas, muito abaixo da inflação de 42 por cento em 2016 e de previstos 22,9 por cento em 2017.
Naquela altura, o salário mínimo nacional referente aos sectores do comércio e da indústria extractiva aumentou para 24.754,95 kwanzas mensais, frente aos anteriores 22.504,50 kwanzas, o dos transportes, serviços e indústrias transformadoras para 20.629,13 kwanzas, conta os anteriores 18.754,00, e o do sector da agricultura passou de 15.003,00 para 16.503,30 kwanzas.
Projecções governamentais indicam que o Governo prevê gastar com os salários da Função Pública 1,406 triliões de kwanzas, um valor que aumenta para 1,544 triliões no Orçamento de 2018.
A proposta de OGE é votada na Assembleia Nacional entre 8 de Janeiro e 15 de Fevereiro, prevendo despesas e receitas de 9,685 triliões de kwanzas e um crescimento económico de 4,9 por cento, influenciado por uma expansão do PIB petrolífero de 4,4 por cento e de 6,1 por cento do não-petrolífero.
O sector não-petrolófero ganha uma crescente preponderância na formação do PIB, no quadro de políticas lideradas pelo Executivo para diversificação da economia nacional.

Fonte: Jornal de Angola, 21 de Dezembro de 2017

Biblioteca Nacional informatiza acervo

Biblioteca Nacional informatiza acervo.

A informatização do acervo da Biblioteca Nacional e a captação de uma média de 200 mil leitores por ano contra os actuais 157 mil são algumas das prioridades para os próximos cinco anos, de acordo com João Pedro Lourenço, director-geral da instituição.

Em declarações ao Jornal de Angola, no balanço das actividades realizadas no ano em curso, o historiador João Pedro Lourenço explicou que a procura dos serviços da biblioteca, na sua maioria, é feita por estudantes com idades compreendidas entre os 18 e 25 anos, por orientação dos professores.
Segundo o director-geral da Biblioteca Nacional, outros utentes da instituição são os estudantes universitários e pesquisadores que procuram o local para fazer os seus estudos. Por via do Depósito Legal, realçou o historiador, muitos são os leitores nacionais e estrangeiros que procuram os serviços da biblioteca, sobretudo livros académicos e jornais publicados no país.
As dificuldades do funcionamento das bibliotecas escolares, disse João Pedro Lourenço, são alguns dos factores que levam os estudantes a procurarem com maior frequência os serviços da instituição, razão pela qual estes são mais numerosos.
Entre sucesso e desafios, João Pedro Lourenço perspectiva dias melhores quanto à informatização do acervo. “Queremos, se possível já no próximo ano, fazer funcionar a página Web da biblioteca, por forma a melhorar os serviços oferecidos aos leitores”, destacou o historiador.
João Pedro Lourenço referiu que as dificuldades financeiras têm criado alguns empecilhos na concretização dos projectos em carteira. “Esperemos que a situação financeira no país melhore nos próximos tempos, para que os projectos sejam melhor apoiados”, adiantou.
O apoio à Rede de Bibliotecas Públicas, que nos últimos dez anos tem estado a aumentar o nível de leitores, tem sido igualmente uma aposta da Biblioteca Nacional, afirmou João Pedro Lourenço.
O director da Biblioteca Nacional disse que a instituição continua a apostar nas acções formativas, principalmente as de capacitação dos técnicos da área, por haver um défice de funcionários qualificados.
Sem avançar números, João Pedro Lourenço explicou que tem sido feito um esforço para aumentar o conhecimento dos funcionários sobre classificação, catalogação e tratamento do acervo, assim como o atendimento ao público.
O responsável adiantou que a modernização da Biblioteca Nacional, com a inserção do seu acervo num software, de modo a facilitar a actividade dos utentes e dos funcionários, assim como incentivar a criação de novos compartimentos, tem descentralizado as operações.
Este ano, a Biblioteca Nacional continuou a dar formação profissional a funcionários das bibliotecas públicas e de outras instituições.
João Pedro Lourenço disse que existe um projecto desde 2013, denominado Biblioteca nas Escolas, cujo objectivo é promover e incentivar o hábito de leitura nas instituições de educação, com a criação de concursos de redacção, em que os melhores participantes são premiados com livros oferecidos pelo Instituto Nacional das Indústrias Culturais (INIC), parceiro da Biblioteca Nacional.

Depósito Legal

O director da Biblioteca Nacional, João Pedro Lourenço, disse que qualquer publicação editada no país ou importada deve ser registada no país, ao abrigo do Depósito Legal, sendo actualmente as editoras de maior referência que cumprem totalmente esta disposição.
Muitas publicações periódicas, principalmente jornais e revistas, furtam-se a essa obrigação. “Há uma preocupação em registá-los no Ministério da Comunicação Social, mas não o fazem na Biblioteca Nacional, e então, quando temos conhecimento do lançamento de uma publicação, procuramos fazer o registo e muitas dessas publicações saem sem o número do Depósito Legal”, referiu.
João Pedro Lourenço reconheceu a necessidade de uma maior divulgação da Lei do Depósito Legal, o que vai permitir o aumento do conhecimento sobre o assunto por parte dos interessados. “Nós apercebemo-nos que muitas dessas instituições não o fazem por desconhecimento”, frisou.
A Biblioteca Nacional tem parcerias com países da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP), para a troca de material de leitura. A instituição tem um acordo com a sua congénere portuguesa para a microfilmagem e digitalização dos jornais angolanos, um processo que se encontra concluído em cerca de 80 por cento.

Fonte: Jornal de Angola, 21 de Dezembro de 2017

Angosat-1 montado no foguetão e pronto para o lançamento

Angosat-1 montado no foguetão e pronto para o lançamento.

Recentemente adiou-se mais uma vez a data de lançamento do primeiro satélite angolano, que agora tem a data de lançamento para o dia 26 de Dezembro de 2017, informação avançada por uma das empresas que faz parte do consorcio que construiu o AngoSat-1.

A nova informação avançada pelos serviços espaciais da Rússia, garante que a equipe liderada pela RKK Energia completou a montagem da cabeça espacial para lançar o foguete Zenit-2SB com o estágio superior Fregat-SB e a nave espacial de telecomunicações Angosat-1.

Após a realização das operações preparatórias, a nave espacial e a etapa superior foram movidas para uma posição horizontal e foi instalado um carenagem de cabeça. Em seguida, a cabeça espacial foi transportada para um complexo técnico para montar um foguete espacial.

Características do AngoSat-1

O satélite angolano Angosat-1 está a ser construído na Rússia e tem seguinte segmento espacial: posição orbital 14.5 E, peso de 1550 quilogramas, peso de carga útil 262.4 quilogramas, potencia de carga útil três mil 753 W, banda de frequência C e Ku, número de repetidores 16C+6Ku e com uma vida útil de 15 anos.

 

Fonte: Menosfios.com, 20 de Dezembro de 2017

 

EUA manifesta apoio às mudanças no país

EUA manifesta apoio às mudanças no país.

Os Estados Unidos consideram as mudanças efectuadas pelo Governo angolano, liderado pelo Presidente João Lourenço, como um marco importante no caminho para a abertura, transparência e o combate à corrupção.

A afirmação foi feita ontem pelo subsecretário de Estado adjunto interino para os Assuntos Africanos, Donald Yamamoto, durante uma audio-conferência a partir de Washington.
O diplomata, que fazia o balanço da recente visita que efectuou ao Quénia, Somália, Etiópia e Ruanda, lembrou que Angola faz parte de um grupo de três países com os quais os Estados Unidos estabeleceram acordos de Parceria Estratégica.
“Os Estados Unidos vão continuar a privilegiar a parceria estratégica e o diálogo contínuo com as autoridades angolanas”, garantiu Donald Yamamoto, que considerou importantes, inclusive para toda a sub-região, as mudanças recentes ocorridas no país desde as eleições de 23 de Agosto. O alto funcionário do Departamento de Estado disse que os Estados Unidos encorajam os esforços que Angola faz e esperam que o curso dos acontecimentos políticos no país sirva como exemplo para países da sub-região como a República Democrática do Congo (RDC) e o Zimbabwe.
Donald Yamamoto assegurou que os Estados Unidos vão trabalhar para ajudar aqueles dois países da SADC, a RDC e o Zimbabwe, a realizar, no próximo ano, eleições democráticas, transparentes e justas.

Presença militar em África

Donald Yamamoto disse que o seu país considera os países africanos em geral como parceiros e vai procurar reforçar os laços de parceria e cooperação tendo em conta as vantagens mútuas.
O diplomata desmentiu informações sobre a suposta militarização do continente, com a presença de tropas americanas em determinados países, defendendo uma cooperação que contribua para promover os processos democráticos, a segurança e o combate ao terrorismo.
Para o governante, a paz e a estabilidade em África são também do interesse dos Estados Unidos, que encaram aqueles dois pressupostos como factores vitais para reforçar os laços políticos, económicos e comerciais.

Fonte: Jornal de Angola, 20 de Dezembro de 2017

Sector turístico necessita de parcerias internacionais

Sector turístico necessita de parcerias internacionais.

Luanda - O ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, defendeu hoje, em Luanda, a necessidade de Angola estabelecer parcerias internacionais, para proporcionar a criação de produtos turísticos competitivos e de boa qualidade, de modo a atrair maiores fluxos de turistas das várias regiões do mundo.

O ministro discursava nesta terça-feira, na cerimónia de abertura da 1ª reunião ordinária da Comissão Multissectorial da Hotelaria e Turismo, que contou com a presença da ministra da Hotelaria e Turismo, Ângela Bragança, e dos titulares dos órgãos ministeriais, que compõem a referida Comissão.

Na sua alocução, referiu que para o estabelecimento de parcerias internacionais, há necessidade de promover todas as acções necessárias para simplificação do processo de atribuição de vistos para turistas internacionais.

Apontou, de igual modo, a necessidade de fazer o mapeamento, cadastramento e a organização dos recursos turísticos existentes em todo o país, assim como segmentar os mercados emissores de turistas e categorizar os produtos turísticos angolanos.

Segundo o governante, deve-se prosseguir com o projecto de implementação dos pólos turísticos de Cabo Ledo e Calandula e elaborar uma estratégia de promoção internacional do projecto KAZA Okavango – Zambeze.

Ao Estado, acrescentou, cabe criar as condições institucionais, macroeconómicas e de segurança, para que a indústria turística floresça, sendo por esta razão, a mobilização do sector privado, das associações de especialidade e dos operadores turísticos, componente determinante para o sucesso do sector.

Por outro lado, frisou que a Comissão Multissectorial do Turismo deve reunir, com a periodicidade desejada, e ser capaz de estabelecer um programa concreto de atracção de turistas ao país, devendo o número dos mesmos, ir crescendo a medida que forem crescendo os investimentos no sector.

“Este é o desafio que lanço ao concluir esta minha intervenção, esperando resultados que indiciem um firme compromisso com a arrecadação de receitas e criação de empregos e cada vez maior mobilização do investimento privado nacional e estrangeiro para o sector turístico”, concluiu.

A Comissão Multissectorial da Hotelaria e Turismo é o órgão de auscultação e apoio consultivo do Ministério da Hotelaria e Turismo, que congrega os departamentos ministeriais com actividades relacionados ao sector turístico.

A Comissão é composta pelos ministérios da Cultura, Ambiente, Juventude e Desportos, Agricultura, Interior, Finanças, Relações Exteriores, Saúde, Telecomunicações e das Tecnologias de Informação, Comércio, Comunicação Social, Transportes e Energia e Águas.

Fonte: Angop, 19 de Dezembro de 2017

Produtos angolanos com mercado à vista

Produtos angolanos com mercado à vista.

Angola pode exportar produtos para o mercado zambiano que regista um aumento exponencial pela procura de materiais de construção, especialmente de aço, com um défice de 200.000 toneladas (entre 2014 e 2016).

O relatório sobre promoção das exportações da Agência de Exportação e Importação (APIEX), do Ministério do Comércio, considera que o sector cresceu a um ritmo de dez por cento entre os anos de 2013 e 2016, posicionando-se como um dos maiores receptores de investimento externo, com um total de mais de 3,5 mil milhões de dólar por ano.
Nos últimos anos, o sector destacou-se como sendo um dos mais importantes, sobretudo pelo impulso gerado pelo compromisso do governo zambiano de reabilitar as infra-estruturas rodoviárias do país.
O cimento é outro produto que está a ser fortemente procurado no mercado zambiano, impulsionado pelo crescimento registado no sector da construção que tem uma contribuição de 27,5 por cento ao PIB.
A nível da região Austral, o mercado de aço zambiano é o que mais cresce. De acordo com o Ministério da Construção, estima-se que o potencial do mercado interno atinja um milhão de toneladas por ano até 2022. Desde 2011, o sector do aço e ferro tem crescido a uma média anual de 12 por cento, o que está a provocar um aumento da procura de produtos processados de aço, barras de ferro e tubagens.
O estudo esclarece que, com o objectivo de satisfazer a procura, as empresas locais têm aumentado a importação de aço em todas as suas variedades.
O relatório salienta que as fábricas locais de aço estão a enfrentar vários constrangimentos, como a necessidade de indústrias de apoio de sub-materiais e peças de sobressalentes, necessárias para a maquinaria do sector.
O estudo esclarece também que existe uma ideia de que a produção nacional não cumpre os padrões internacionais de qualidade. Sendo as fábricas de produção de aço, a partir de sucata, estão a encontrar enormes dificuldades no seu fornecimento, o que provoca sérias falhas na produção.
O potencial do mercado de aço na Zâmbia é de mais de um milhão de toneladas por ano, com um consumo actual de ferro e aço entre 50.000 a 70.000 toneladas por ano.
O relatório esclarece que, nos últimos cincos anos, o sector da construção civil da Zâmbia registou um crescimento rápido e, como resultado, os fabricantes de aço assistiram a uma crescente procura de produtos como as chapas onduladas, produtos derivados de aço, barras de ferro, tubos e outros acessórios.
Para corresponder à procura, as siderurgias domésticas aumentaram a importação de matérias-primas, como bobinas de processamento e uma vasta gama de outros produtos provenientes da África do Sul, China e Tanzânia.
A abundância de importações de aço provenientes da África do Sul desde o ano de 2015, diminuíram enquanto as importações da China aumentaram. O estudo frisa que a maior parte do aço importado é transportado através da fronteira com a Tanzânia, usando os caminhos-de-ferro TAZARA ou caminhões pesados.
Os fabricantes de aço da Zâmbia estão a enfrentar vários desafios, sobretudo porque não há indústrias de apoio, que garantem o fornecimento de peças de reposição e sub-materiais para o sector do aço e do ferro.
O maior fabricante de aço da Zâmbia é a Universal Mining and Industries Ltd que depende de materiais de aço de sucata para produzir os seus principais produtos acabados. Todos estes desafios podem ser vistos como oportunidade de negócio para Angola.
A indústria de construção Zâmbia é um dos que mais cresce. Em parte regista-se um crescimento de rápido crescimento nos projectos de infra-estrutura residencial, comercial e pública.
Para atender à procura, os produtores de cimentos aumentaram os níveis de produção de 797,902 toneladas métricas em 20\13 para 1,783,815 toneladas em 2016. O sector lucrativo da construção está a ser dominado pelos mais recentes operadores do mercado.

Fonte: Jornal de Angola, 18 de Dezembro de 2017

Anuncie aqui! Clique para mais informações.