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Indústria
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As principais indústrias do território são as de beneficiamento de oleaginosas, cereais, carnes, algodão e tabaco. Merece destaque, também, a produção de açúcar, cerveja, cimento e madeira, além do refino de petróleo. Entre as indústrias destacam-se as de pneus, fertilizantes, celulose, vidro e aço.

O parque fabril é alimentado por cinco usinas hidroeléctricas, que dispõem de um potencial energético superior ao consumo.

  • Pólo de Desenvolvimento Industrial do Fútila (PDIF):
    Segundo o estudo de viabilidade económica, o PDIF deverá localizar-se a 25 km a norte da cidade de Cabinda, na planície do Malongo, abrangendo uma área de 2.345 hectares. A sua implementação plena deverá prolongar-se por 10 a 15 anos e será levada a cabo em três fases.
  • Pólo Industrial de Viana/Luanda (PIV):
    Tem consignada uma área global de 6.000 hectares e a sua construção será repartida por quatro fases, dispondo já de um estudo técnico que possibilitou o estabelecimento das especificações de base da respectiva infra-estrutura. No âmbito deste projecto está prevista a construção de um Porto seco com 20 hectares (terminal de contentores) como uma extensão natural do Porto comercial de Luanda.

Pólo de Desenvolvimento Industrial da Catumbela (PDIC):
 De acordo com o estudo de viabilidade económico-financeira realizado em 2001/2002, prevê-se que o PDIC abarque 2.107,7 hectares, distribuídos por duas localizações distintas, mas próximas, devendo ser concretizado em duas fases num prazo total de nove anos.

Indústria Extractiva

Para além do petróleo, o território angolano possui depósitos de numerosos minerais, nomeadamente: diamantes, ferro, estanho, ouro, manganês, cobre, chumbo, zinco, berilo, vanádio, titânio, crómio, berilo, caulino, quartzo, gipsita, tungsténio, mármore e granito. Apenas uma pequena parte destes recursos está avaliada.

Diamante

A partir da independência de Angola, a indústria diamantífera tem-se limitado à extracção de diamantes, na província de Lunda, a Nordeste e à extracção de mármore e granito, no Sudoeste, numa escala mais reduzida. A produção de minério de ferro cessou em 1975, mas o Governo angolano procura reabilitar minas de ferro no Sul de Angola.

África fornece 60% dos diamantes extraídos e comercializados no mundo e Angola é, actualmente, o quarto produtor de diamantes brutos, com 11% de quota de mercado, um número que deverá aumentar, já que tem uma das melhores qualidades de diamantes no mundo. De facto, os diamantes são principalmente apreciados por causa das suas cores, que são de qualidade superior em 70 a 80% dos casos (a taxa mundial situa-se entre 5 e 10%) e cerca de 85% da produção é destinada a joalharia.

A indústria está dividida entre estruturas formais e estruturas informais, estas últimas sendo exploradas por unidades de pequena escala, que vendem a sua produção aos operadores estatais ou fazem contrabando para o estrangeiro. Note-se que, em lho de 2005, foi constituída uma comissão técnica intersectorial a quem incumbe a actualização da Lei das Minas e de Diamantes, bem como a respectiva regulamentação.

Com as novas autorizações oficiais, as autoridades prevêem atingir uma produção de 15 milhões de carates (quilates) em 2008, cujas receitas deverão ascender a mais de cinco mil milhões de dólares. Estas previsões da sociedade angolana Endiama têm por base as extensas reservas de diamantes ainda por explorar. Mais de mil dos cinco mil kimberlitos identificados no mundo inteiro localizam-se em Angola.

Em 2005, a produção de diamantes em Angola ultrapassou os seis milhões de quilates, os quais geraram 800 milhões de dólares, enquanto as receitas finais ficaram pelos 130 milhões de dólares.

Não obstante, também neste sector são necessários novos investimentos, dispostos a canalizar importantes recursos financeiros para a exploração de novas minas. De facto, dos 167 projectos autorizados pelo Governo, a maioria ainda são áreas de concessão.

Apenas 15 estão em prospecção, entre as quais se destacam os projectos de Muanga, Alto Cuilo, Dala, Nhefo, Lunda Nordeste, Cacuala e o Gango.

Quanto à exploração de minas de diamantes, existem 20 projectos de produção, dos quais somente 14 se encontram em actividade, como, por exemplo, o projecto de Luô, para o qual está previsto um investimento de cerca de 400 milhões de dólares, que conta com a participação da empresa portuguesa Escom Mining em parceria com a empresa russa Al Rosa e as empresas angolanas Endiama, Hipergest e Angodiam.

A mina de Luô poderá, assim, tornar-se uma das maiores minas de diamantes do mundo com, a partir de 2008, uma capacidade de tratamento estimada de sei s a sete milhões de toneladas de minério por ano e uma capacidade de produção entre 1,5 e dois milhões de quilates por ano, isto é, uma receita na ordem de 350 a 400 milhões de dólares por ano e que poderá empregar até 1200 trabalhadores.

Em termos de comercialização dos diamantes, a Endiama (Empresa Nacional de Diamantes de Angola) ficou reduzida às funções de extracção e prospecção. Pode celebrar acordos de partilha da produção com saciedades privadas especializadas neste minério desde a criação, em 2000, da Sodiam Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola, que processa todas as operações de compra e venda de diamantes angolanos.

Com a nova política de comercialização, todas as operações de compra realizam-se nas "Salas de Compra e Venda", em Luanda, enquanto a venda de diamantes é realizada através dos "Centros de Comercialização da Sodiam".


Petróleo

Como já foi dito, o petróleo tem sido o principal suporte da economia angolana, representando, segundo cálculos do Banco de Portugal, cerca de 50% do PIB.

A produção teve início em 1955, em offshore, na bacia setentrional do Congo. Em 1973, antes da independência, este produto tomou-se a principal exportação de Angola, com uma produção de 173 000 barria. Após essa data, a produção cresceu rapidamente com acréscimos estáveis desde o princípio dos anos 80, passando de 490 000 barris/dia, em 1994, para 740 000 barris em 2001.

Angola é o segundo maior exportador de petróleo da África Subsariana e os hidrocarbonetos representaram 92,4%. Com 1,2 milhões de barris por dia no fim do primeiro semestre de 2005 e 1,4 milhões de barris por dia no fim do ano de 2006, Angola é também o quarto produtor do continente africano dois da Líbia e da Argélia, mas antes do Egipto. Salienta-se que Angola conta com reservas comprovadas de crude na ordem dos 25 mil milhões de barris.

Após a independência, em 1976, o Governo decretou uma nova política nacional prioritária para o petróleo com a criação do Ministério dos Petróleos e de uma empresa estatal, a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), que tem mais de 50 empresas subsidiárias em vários sectores. Assim sendo, o Estado tomou posse de todos os depósitos de petróleo e deu à Sonangol a concessão exclusiva da exploração e da produção do petróleo.

A quase totalidade do petróleo bruto angolano é exportada para os mercados americanos, chineses e europeus As exportações de petróleo bruto representaram, durante o ano de 2004, um valor de venda de 12,6 mil milhões de dólares. Tradicionalmente, os Estados Unidos compram 45 a 50% da produção angolana, isto é, mais de 7% dos seus aprisionamentos externos.

A China, novo cliente de Angola desde há cinco anos, tornou-se o seu segundo cliente, seguida da França para quem as compras angolanas representam cerca de 7% do total extraído, ou a, o dobro em relação ao início do ano de 2000.

Angola deverá extrair 2,2 milhões de barris/dia a, no fim do ano de 2008, e para manter o nível de produção, a concessionária Sonangol (Sociedade de Estado que é, simultaneamente, concessionária, colectora de impostos, operadora e parceira) já autorizou explorações em grande profundidade (poços abaixo de 2000 m de água e mais de 2000 m de sedimentos rochosos).

Para extrair petróleo bruto nos reservatórios de grande profundidade, as tecnologias mais inovadores foram testadas com sucesso, pela primeira vez no mundo, no bloco 17.

As sociedades internacionais de exploração petrolífera Chevron, Total, ExxonMobil, British Pietroleum (BP) e Agip, activas há muitos anos neste país, são as únicas capazes de projectar estes investimentos colossais, que deverão ultrapassar 18 mil milhões de dólares até 2010.

As sociedades que têm licenças para actuar em Angola são, por ordem alfabética:

Agip (Itália)
Ajoco (Japão)
BHP Biliton (Austrália)
British Petroleum (GB)
Chevron (USA)
Conoco Philips (BJA)
Daewoo (Coreia do SLI)
Energy Africa (África do Sul)
Exxon Mobil (BJA)
Falcon Oil (Panamá)
Gulf Energy (BJA)
Ina Naftaplin (Croácia)
Maersk Oil (Dinamarca)
Marathon (EUA)
Neste Forum (Finlândia)
NIPC (Israel)
Nis Naftagas (Servia)
Norsk Hydro (Noruega)
Occidental Petroleum (BJA)
Ocean Energy (BJA)
Petrobrás (Brasil)
Petrogal (Portugal)
Petronas (Malásia)
Prodev (Suíça)
Repsol (Espanha)
Roc Oil (Austrália)
Royal Deutsh Shell (Holanda-GB)
Statiol (Noruega)
Teikoko (Japão)
Total (França)

Angola apresentou formalmente o seu pedido de adesão à Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) em Dezembro de 2006, tendo a sua entrada para este cartel sido aprovada. É o terceiro país africano a entrar para esta organização desde os anos 70.


Indústria Transformadora


A indústria transformadora também foi atingida pela guerra e pelo êxodo dos portugueses ocorridos em 1975. Durante os dois anos seguintes, a maior parte desta indústria foi total ou parcialmente estatizada e a produção caiu 3/4, apesar da recuperação parcial verificada a partir de 1977.

Actualmente, este sector é dominado por algumas empresas estatais que beneficiam de subsídios e de protecção tarifária e apresenta alguma vitalidade em indústrias que produzem mercadorias de baixo custo (bebidas, cimento, etc.).

No sector automóvel, os concessionários, representantes de cerca de trinta marcas estrangeiras, são essencialmente de marca asiática, que têm preços mais competitivos e que se adaptam melhor ao clima tropical.


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