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Agropecuária
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Image Angola, é um dos mais ricos países em agricultura da África Sübsariana. De facto, antes da independência, Angola era não somente auto-suficiente, mas também um importante exportador de produtos agrícolas, particularmente de café e sisal.

Entretanto, com o êxodo para as zonas urbanas, a produção reduziu-se drasticamente, e passou-se a importar grandes quantidades de alimentos tendo-se o país tomado dependente da ajuda alimentar a partir do início dos anos 80 do século XX. O Estado confiscou propriedades abandonadas para instituir explorações agrícolas estatais e empresas de comercialização que se revelaram ineficientes.

A partir de 1984, o Governo começou a distribuir as explorações estatais e colectivas a pequenos agricultores. Porém, as grandes empresas permaneceram nas mãos do Estado. A posse das terras foi objecto de discussão, durante vários anos, até que, em Agosto de 2004, a Assembleia Nacional aprovou uma nova Lei da Terra.

O sector agrícola angolano precisaria de atingir um ritmo de cresci mente anual de cerca de 15% para chegar a um equilíbrio alimentar em 2010, o que implicaria investimentos considerareis para a reabilitação das infra-estruturas.

Paradoxalmente, algumas regiões ou províncias, designadamente Huíla e Benguela, têm excedentes de produção, os quais, em razão da ausência de transportes e de distribuição apropriados, não podem ser encaminhados para as zonas de consumo.

Até 1973, o café constituiu o principal produto exportado de Angola, altura em que foi substituído pelo petróleo. Quando o país entrou em guerra, em 1975-1976, a produção diminuiu acentuadamente e a estrutura comercial desapareceu, situação que melhorou com o regresso da paz.

O sector da pecuária concentra-se nas províncias do Sudoeste sofreu um declínio desde a independência. De acordo com as estimativas da Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), em 2002, foram produzidas 139 000 toneladas de carne de bovino, ovino, caprino, suíno e aves (61% bovinos).



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No domínio da piscicultura

Coexistindo com a exploração agrícola e pecuária o potencial existente nas lagoas do Bengo pode ser explorado. A piscicultura anas águas interiores pode revelar-se de elevada importância económica e contribuir para a melhoria da dieta alimentar. Dado o seu rápido crescimento, e pelo facto de serem espécies fitófagas, as lagoas do Bengo estão particularmente vocacionadas para a exploração de espécies do género tilápia (vulgo Cacusso). Estas espécies nativas dos rios e lagos africanos permitem rendimentos elevados e a sua exploração quando associada à criação de patos e suínos torna-se ainda mais rentável.


No domínio das Pescas

A província do Bengo dispõe de uma orla marítima com cerca de 200 km em que, à semelhança do que ocorre em toda a cosa do País, existe um conjunto de factores combinados de ventos correntes e ciclos térmicos que determinam uma elevada concentração de fitoplânctons densos que criam uma importante biomassa fundamentalmente constituida por espécies pelágicas.

No domínio florestas

O Nordeste da Província do Bengo no município de Nambuangongo, e a designada área do triângulo, compreendendo os municípios de Bula Atumba, Pango-Aluquém e Quibaxe são cobertas por vastas áreas de floresta densa. O conflito militar permitiu uma renovação natural do amnto florestal mas por outro lado, dificultou a manutenção, recuperação ou construção de novos acessos. Solucionado este constrangimento, é possível a partir de agora a instalação de indústrias relacionadas com a utilização dos recursos florestais. O valor comercial das espécies de madeira existentes no bengo é considerado de muito interesse. Dependendo do tipo de madeira, o valor médio ronda os 100/Usd/m3.  Em espécies mais nobres o vaor pode chegar facilmente aos 300 usd/m3.

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